igreja perseguida
Finalmente, primeiro-ministro da Canadá condena ataques a igrejas
Trudeau condenou a discriminação indígena e ao mesmo tempo lamentou os ataques as igrejas.
Justin Trudeau, primeiro-ministro canadense, condenou os ataques a várias igrejas como forma de retaliação pela descoberta assombrosa de restos mortais de crianças indígenas em escolas residenciais.
Em maio, 215 crianças enterradas em sepulturas não identificadas na Kamloops Indian Residential School, na Colúmbia Britânica, que foi administrada pela Igreja Católica de 1890 a 1969, e passou seus últimos anos sob o controle do governo federal até fechar em 1978.
Algumas semanas depois, em junho, a Cowessess First Nation anunciou que 751 túmulos sem marcações foram descobertos em outra antiga escola residencial em Saskatchewan.
Logo na última quinta-feira, o Canadá presenciou várias vandalizações nas igrejas e estátuas derrubadas. Uma igreja anglicana de 108 anos em Gitwangak foi completamente destruída por um incêndio a noite, ao mesmo tempo outra igreja anglicana em Tofino também sofreu retaliações.
Igualmente, várias igrejas católicas sofreram incêndios nas últimas semanas, inclusive dez igrejas no estado de Alberta.
Trudeau pede para o Papa se desculpar
Trudeau condenou as descobertas e disse que elas são “uma lembrança vergonhosa do racismo, discriminação e injustiça sistêmica que os povos indígenas têm enfrentado”, e pediu ao Papa Francisco emitir um pedido formal de desculpas.
Por outro lado, o primeiro-ministro também condenou os ataques de violência contra as igrejas, apesar de entender a raiva das pessoas: “É inaceitável e errado que atos de vandalismo e incêndio criminoso estejam sendo vistos em todo o país, inclusive contra igrejas católicas”, disse ele.
Jason Kenney, primeiro-ministro de Alberta, também lamentou os ataques, principalmente a uma Igreja Evangélica Africana em Calvary que é formada inteiramente por refugiados, segundo o Christian Today.
“Essas pessoas vieram para o Canadá com a esperança de que pudessem praticar sua fé pacificamente. Alguns deles estão traumatizados por esses ataques. É aqui que nos leva o ódio baseado na culpa coletiva por injustiças históricas. Em vez disso, vamos buscar a unidade, o respeito e a reconciliação”, disse Kenney.
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