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Guerra no Sudão tem motivado conversões de muçulmanos
Em meio à guerra civil que atinge o Sudão, líderes cristãos relataram aumento na abertura ao Evangelho, especialmente em campos de refugiados. O avanço da violência e da crise humanitária tem levado pessoas a buscar respostas espirituais, segundo ministérios que atuam no país.
Informações da Mission Network News indicam que confrontos recentes entre o exército sudanês e forças rebeldes deixaram 17 mortos e 123 feridos graves, em áreas próximas à fronteira com o Chade. O conflito, que se estende há cerca de três anos, tem agravado a fome, o deslocamento de populações e o colapso econômico.
O missionário Jesse Griffin afirmou que, apesar do cenário, há relatos de crescimento espiritual. “Há genocídio após genocídio, e muitas vezes isso não chega às notícias”, declarou. Ele acrescentou que o sofrimento tem levado muitos a ouvirem a mensagem cristã. “O Evangelho continua a se expandir no Sudão”, disse.
Segundo Griffin, igrejas locais têm atuado na formação de líderes e na tradução das Escrituras. “Treinamos pessoas de 89 tribos diferentes. Elas retornam às suas comunidades para compartilhar o Evangelho, plantar igrejas e fazer discípulos”, afirmou.
Nos campos de refugiados, o trabalho tem sido intensificado com o uso da Bíblia em línguas locais. De acordo com o missionário, a tradução do Novo Testamento em árabe sudanês e masalit deve ser concluída ainda neste ano. “Muitos muçulmanos estão se convertendo depois de ouvirem o Evangelho em sua língua materna”, declarou.
Ele também pediu oração pela segurança dos convertidos. “Muitos, ao tomarem essa decisão, correm risco de vida por pessoas próximas”, afirmou.
A organização Portas Abertas informou que a situação dos cristãos no país se agravou após o golpe militar de 2021 e a guerra iniciada em 2023. Segundo a entidade, há aumento na perseguição, com restrições à liberdade religiosa, aplicação de leis islâmicas e relatos de violência.
Igrejas foram bombardeadas, invadidas ou utilizadas por grupos armados. Cristãos também enfrentam discriminação no sistema de justiça, no mercado de trabalho e no acesso à educação. Convertidos do islamismo vivem sob risco constante, enfrentando rejeição familiar e ameaças.
O líder evangélico Rafat Samir afirmou que o momento exige posicionamento da igreja. “Este é um tempo para a igreja se levantar e garantir nossos direitos”, declarou.
O Sudão ocupa a 4ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, ranking que avalia o nível de perseguição enfrentado por cristãos em diversos países.
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