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Igreja escondida no Irã continua crescendo sob forte perseguição
Explosão do Cristianismo no Irã: Milhões se convertem em meio à perseguição
Daniel Pipes, um pesquisador e autor judeu escreveu um relatório que aponta que algo religiosamente surpreendente está acontecendo no Irã. O país governado pelo islamismo desde 1979 está vendo o cristianismo florescer. Pipes afirma que as potenciais implicações deste fato são profundas.
“Considere alguns depoimentos: David Yeghnazar, do ministério ELAM, afirmou em 2018 que os iranianos se tornaram as pessoas mais abertas ao evangelho. A Christian Broadcasting Network descobriu que o cristianismo está crescendo mais rapidamente na República Islâmica do Irã do que em qualquer outro país”, disse.
Nesse sentido, Pipes afirma que essa tendência resulta da forma extrema de Xiismo do Islã imposto pelo regime teocrático. Um líder da igreja iraniana explicou em 2019 que as mesquitas estão vazias dentro do Irã, dizendo que o fundador da República Islâmica cooperou para isso.
“E se eu te dissesse que que ninguém segue o Islã dentro do Irã? E se eu te dissesse que o melhor evangelísta para Jesus foi Aia Tolah Khomeini?”, apontou.
Segundo God Reports, confirmando essas declarações, uma pesquisa significativa realizada em 2020 pelo Gamaan, um grupo de pesquisa secular com sede na Holanda, relatou que há um número muito maior de cristãos no Irã do que nunca, mais de um milhão. De fato, aqueles envolvidos no movimento das “igrejas domésticas” no Irã acreditam que provavelmente existam vários milhões de cristãos lá.
Assim, o testemunho dos novos cristãos é compartilhado principalmente em conversas discretas, encorajadas por estudos bíblicos online de baixo perfil e confirmadas por visões, sonhos e orações milagrosamente respondidas. Devido às suas circunstâncias arriscadas, os recém convertidos comunicam entusiasticamente sobre suas vidas transformadas com amigos e entes queridos, mas silenciosa e cuidadosamente.
No entanto, seu testemunho discreto, mas persistente, representa o número extraordinário de novos crentes iranianos, que se reúnem em pequenas igrejas domésticas. Essas igrejas domésticas geralmente são compostas por não mais do que 10 a 15 fiéis. Em um determinado dia, eles chegam, um a um, a um pequeno apartamento ou a algum outro local discreto.
Sendo assim, depois que o último entra, a porta se fecha e é trancada. O pequeno grupo começa a cantar baixinho, acompanhados por um violão tocado suavemente. Eles são cautelosos, não querendo que suas vozes sejam ouvidas além das paredes finas. Algumas igrejas domésticas continuam por anos sem a interferência das autoridades governamentais. Outras sofreram interferências devastadoras.
Por fim, organizações proeminentes que relatam sobre os abusos aos cristãos no Irã, afirmam que o regime aumentou recentemente seus abusos, incluindo vigilância, prisões e aprisionamento de líderes de igrejas domésticas e daqueles que adoram em suas casas. Ainda assim, os cristãos das igrejas domésticas são corajosos. E às vezes o preço que pagam por sua ousadia é excepcionalmente doloroso.
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