igreja perseguida
Irã diz a ONU que não persegue cristãos e que evangélicos são “grupos inimigos”
Regime islâmico negou promover perseguição religiosa.
Em resposta a uma investigação formal da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a perseguição sofrida por cristãos no Irã, o regime islâmico negou as acusações e classificou as igrejas domésticas como “grupos inimigos”. A ONU expressou preocupação com os inúmeros relatos de perseguição.
Especialistas em direito da organização haviam encaminhado uma carta, em 11 de novembro, onde pediam explicações sobre a “contínua perseguição sistemática” sofrida por cristãos no país, através do que chamou de “práticas discriminatórias e violações de seus direitos humanos”.
De acordo com o Article 18, a carta enviada contou a assinatura de especialistas, como o diplomata Ahmed Shaheed e o professor de direito islâmico Javaid Rehman, os dois são relatores especiais das Nações Unidas para os Direitos Humanos no Irã.
A carta denuncia o fato de haver 24 cristãos iranianos presos ou aguardando intimação por causa de sua fé, expressando preocupação com a “repressão generalizada e perseguição de pessoas que pertencem à minoria cristã no Irã, e em particular aqueles que se converteram do Islã”.
O Irá só respondeu as acusações em uma carta emitida em 12 de janeiro, dois dias após o prazo estabelecido para resposta. A carta foi emitida pelo Alto Conselho de Direitos Humanos da República Islâmica do Irã, negando as acusações e afirmando que o país promove “todas as liberdades e direitos civis, conforme estipulado na Constituição”.
Surpreendentemente, o regime totalitário ainda alegou que “ninguém é processado por motivos religiosos” no país, afirmando que as ações legais contra membros de igrejas privadas (igrejas domésticas) acontecem em “caso de atividade ilegal que ameaçam a segurança do culto cristão sionista”.
O regime islâmico ainda aponta os cristãos evangélicos como “grupos inimigos”, citando casos de cidadãos presos ou que aguardam intimação. A carta diz que os 24 cristãos mencionados estavam “se comunicando com o sionismo evangélico”.
Além disso, o Irã classifica como “cultos e reuniões ilegais e secretas para enganar os cidadãos e explorar as pessoas enganadas, especialmente as crianças” as reuniões domésticas promovidas por evangélicos e nega a prisão arbitrária e tortura de cristãos.
“O que aconteceu foi uma fiscalização limitada, instruída pelas autoridades judiciárias, no pleno respeito dos limites religiosos e legais, para efeitos de recolha de informações e instrumentos de infração”, disse.
A ONU aponta que os fatos alegados na carta constituem “graves violações do Direito Internacional Dos Direitos Humanos”, incluindo o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.
-
música2 dias atrásCissa Guimarães hostiliza Fernanda Brum na TV Brasil
-
vida cristã2 dias atrásApp da Bíblia da SBB tem recursos de estudo
-
igreja2 dias atrásPastor é suspenso por ‘discurso impróprio’ em posts no X
-
justiça2 dias atrásTrump planeja eliminar PCC e CV, diz porta-voz dos EUA
-
mundo2 dias atrásPastor diagnosticado com câncer de cabeça e pescoço
-
igreja perseguida2 dias atrásGoverno do Egito legaliza 191 igrejas e edifícios afiliados
-
vida cristã2 dias atrásVitória Souza pede oração pelo filho, internado na UTI
-
mundo2 dias atrásTrump reitera que Irã deve desistir de arma nuclear
-
brasil1 dia atrásPolícia fecha fábrica falsa de canetas emagrecedoras
-
música2 dias atrásChris Durán comunica o falecimento de seu pai
-
política8 horas atrásSenado aprova decreto que limita aborto em crianças
-
política6 horas atrás‘Enforcamento’: Flávio denunciará Lula ao STF após ameaça