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Jimmy Kimmel volta ao ar e elogia Erika Kirk por perdão

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O comediante Jimmy Kimmel retornou ao seu programa noturno na ABC, seis dias após a emissora anunciar sua suspensão por tempo indeterminado. A medida havia sido tomada após uma piada polêmica sobre apoiadores do ex-presidente Donald Trump, feita no contexto do assassinato de Charlie Kirk.

Em um monólogo de 17 minutos, Kimmel agradeceu tanto a apoiadores de esquerda quanto de direita pela solidariedade e criticou o episódio como uma violação da Primeira Emenda. Ele também se mostrou arrependido da piada: “Nunca foi minha intenção menosprezar o assassinato de um jovem. Não acho que haja nada de engraçado nisso”, declarou emocionado.

Nos minutos finais, Kimmel fez referência aos ensinamentos de Jesus ao comentar o gesto de Erika Kirk, viúva de Charlie Kirk, que havia declarado publicamente o perdão ao homem acusado do crime. “Houve um momento no fim de semana — um momento muito bonito. Erika Kirk perdoou o homem que atirou em seu marido. Ela o perdoou. Esse é um exemplo que devemos seguir. Se você acredita nos ensinamentos de Jesus, como eu, lá estava: um ato altruísta de graça, o perdão de uma viúva em luto”, afirmou.

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Durante o monólogo, o apresentador também citou líderes conservadores como Ben Shapiro, Clay Travis, Candace Owens e os senadores Mitch McConnell, Rand Paul e Ted Cruz, reconhecendo o apoio recebido. Ele destacou ainda que colegas de outros países, como Rússia e nações do Oriente Médio, relataram que seriam presos por fazer críticas semelhantes às autoridades, reforçando o valor da liberdade de expressão nos Estados Unidos.

O caso ganhou novas dimensões após o comissário da FCC (Federal Communications Commission), Brendan Carr, sugerir em um podcast que o programa poderia enfrentar sanções. Carr afirmou: “Podemos fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil”. Dias depois, ele negou que a fala configurasse uma ameaça, explicando que eventuais queixas contra emissoras seguem trâmites legais da agência.

O senador Ted Cruz, no entanto, reagiu de forma crítica, comparando a declaração de Carr a um “aviso mafioso”. Segundo ele, tal postura poderia abrir precedentes perigosos: “Seguindo esse caminho, chegará o momento em que um democrata vencerá novamente a Casa Branca… eles nos silenciarão. Eles usarão esse poder, e o usarão implacavelmente. E isso é perigoso”.

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