opinião
Kibutz, mulheres e o pior inimigo do socialismo
“Existem mentiras, mentiras e socialismo.” – Mark Twain
Israel é um país extremamente conhecido como a “terra santa”.
Mas também é o país do Kibutz, um exemplo de uma sociedade agrícola socialista voluntária que nasceu com seus negócios protegidos por tarifas governamentais e terras públicas baratas.
O que poucos sabem é que os Kibutzim são mais um exemplo que se junta à lista interminável da queda do socialismo.
Relembrando, o Estado de Israel foi estabelecido como um país socialista.
Desde a sua criação em 1897, o movimento sionista sempre adotou uma abordagem paternalista em relação à construção da nação.
O primeiro Primeiro-ministro de Israel, David Ben-Gurion, até a proclamou política nacional: Mamlakhtiut – “estatismo”.
Após a independência de Israel, o kibutz forneceu cerca de vinte por cento dos principais oficiais militares do país. Cinco Primeiros-ministros de Israel – David Ben-Gurion, Levi Eshkol, Golda Meir, Shimon Peres e Ehud Barak – foram todos em algum momento membros de um kibutz.
Em 1950, 65.000 pessoas viviam nos ‘kibutzim’ – mais de 5% da população. E eles permaneceram populares até a década de 1980.
Até que enfrentaram o pior inimigo do socialismo, que é a realidade.
Embora o primeiro sinal de problemas no paraíso foi a revolta contra a criação coletiva de filhos, Joshua Muravchik, que documentou a ascensão e queda do kibutz, explica que havia outra força poderosa que os utópicos do kibutz não levaram em consideração: a preferência das mulheres por escolher suas próprias roupas.
Em um kibutz tradicional, as roupas eram iguais e consideradas propriedade coletiva, como da foto acima.
Roupas sujas eram entregues a uma lavanderia central e roupas limpas eram entregues em troca – mas não foram mantidas etiquetas sobre quem era quem.
As mulheres odiavam e exigiam subsídios em dinheiro para comprar suas próprias roupas. Como alertaram os pioneiros, isso abriu uma Caixa de Pandora de individualismo selvagem. Se você pode possuir roupas, por que não produtos de higiene pessoal, móveis ou até geladeiras individuais?
Resultado, as mulheres israelenses confirmaram o óbvio: que as pessoas fazem melhor uso do dinheiro quando ele é seu.
A sequencia foi que os mais talentosos e mais esforçados começaram a sair do sistema, o que foi um golpe para o movimento.
Os kibutzim começaram a empregar gerentes externos e a atribuir salários de acordo com os níveis de habilidade, algo contrário aos seus princípios socialistas.
Em uma resposta reveladora à pergunta do ensaio “No socialismo, quem vai tirar o lixo?”, eles começaram a contratar mão de obra não qualificada.
A partir deste momento, a maioria dos kibutzim se privatizou, dando a cada membro o direito a suas residências e uma participação individual em sua fábrica ou terreno. Apenas alguns ainda aderem aos ideais comunais tradicionais, geralmente os religiosos.
De fato, não apenas o Kibutz quase desapareceu totalmente como foi concebido, mas toda a nação de Israel se moveu significativamente na direção dos mercados livres.
Hoje, novamente as mulheres dão o toque final na história do Kibutz.
A ultima Ministra da Justiça de Israel, Ayelet Shaked e uma das mulheres mais poderosas da politica israelense, ensina que “toda nova lei é um voto de não confiança no público”.
Que o Brasil não seja mais um ignorante da história, principalmente com a historia do Kibutz em Israel.
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