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Lagoinha nega ligação com investigações e afasta pastor
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A Igreja Batista da Lagoinha divulgou, na quinta-feira, 15 de janeiro, uma nota oficial sobre a prisão do pastor Fabiano Zettel. A instituição negou qualquer envolvimento com irregularidades investigadas na CPI do INSS e na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura fraudes relacionadas ao Banco Master.
A Lagoinha classificou como indevidas as associações feitas entre a igreja e as investigações. A instituição comentou a prisão de Zettel pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos e afirmou que ele foi afastado de atividades ministeriais assim que surgiram as primeiras informações sobre a operação.
A igreja declarou ainda que, desde novembro de 2025, Zettel não exerce função pastoral, não ocupa liderança institucional e não mantém vínculo de representação com a instituição. A Lagoinha afirmou que não há indícios ou provas de que a igreja tenha sido utilizada, direta ou indiretamente, em esquemas de fraude envolvendo o INSS ou o Banco Master.
A instituição também destacou que a participação de fiéis em cultos e reuniões não configura vínculo jurídico ou administrativo. A igreja declarou que essa presença não implica responsabilidade institucional por atos individuais, mantendo a distinção entre a vida comunitária de fé e eventuais condutas pessoais investigadas.
A nota foi divulgada após a senadora Damares Alves informar que a CPMI do INSS apura possível participação de igrejas e líderes religiosos em esquemas de descontos indevidos contra aposentados e pensionistas. Requerimentos da comissão citaram o pastor André Valadão e o ex-pastor da Lagoinha Alphaville, André Fernandes.
Na apuração relacionada ao Banco Master, a Polícia Federal prendeu Fabiano Zettel na segunda fase da Operação Compliance Zero. A investigação aponta que ele é cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro e apura suspeitas de crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
A decisão do ministro Dias Toffoli autorizou buscas e determinou o bloqueio de R$ 5,7 milhões em bens. Ao final da nota, a Igreja Batista da Lagoinha informou que adotará medidas judiciais para proteger sua reputação e reafirmou o compromisso com a legalidade, a transparência e a colaboração com as autoridades, indicando a disposição de prestar esclarecimentos quando solicitada.
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