vida cristã
Líder batista russo é obrigado a fugir de casa após orar pela paz
Ex-presidente da União de Evangélicos Cristãos-Batistas na Rússia é perseguido por se posicionar contra guerra.
Yuri Sipko, ex-presidente da União de Evangélicos Cristãos-Batistas na Rússia, fugiu de sua terra natal em agosto quando as autoridades tentaram prendê-lo por orar publicamente pela paz na Ucrânia.
O pastor aposentado e ex-vice-presidente da Aliança Mundial Batista disse que antecipou a ação do governo por ser um crítico online da guerra e após sua participação em uma vigília de oração virtual pela Ucrânia em fevereiro. O evento foi organizado pela Missão Eurasia no primeiro aniversário da invasão.
“A lei torna crime chamar a guerra de ‘guerra’ e não permite que ninguém clame pela paz na Ucrânia. Mas eu orei pela paz e disse que é crime lançar foguetes e bombas sobre o povo ucraniano. É terrível quando a palavra ‘paz’ é proibida. Tudo está de cabeça para baixo na Rússia“, disse Sipko, de 71 anos, segundo Baptist News.
No dia 8 de agosto ele escapou da captura em sua casa em Moscou e desde então foi colocado em uma lista de procurados por disseminar “informações falsas” sobre a invasão. Sipko, que liderou a união batista russa de 2002 a 2010 e foi vice-presidente da Aliança Mundial Batista de 2005 a 2010, disse que sua fé o obriga a continuar protestando contra a guerra e a orar pela Ucrânia.
“O evangelho e o cristianismo nos obrigam a não ficar em silêncio. Jesus Cristo não ficou em silêncio, e os apóstolos não ficaram em silêncio. Paulo não ficou em silêncio, mesmo quando estava na prisão. Estou apenas seguindo o exemplo do evangelho e dessas grandes testemunhas cristãs. Até que eu seja silenciado, continuarei a falar”, continu0u.
No entanto, por mais difícil que seja sua situação, Sipko disse que consegue encarar em parte porque cresceu com a opressão na União Soviética. Naquela época, seu pai, um ministro batista, foi preso e a discriminação religiosa era típica para toda a família.
Por fim, essa fé e coragem comandam não apenas respeito, mas apoio, disse o presidente da Missão Eurasia, Sergey Rakhuba. O ministério global com sede em Nashville está ajudando o ministro com aluguel e despesas de subsistência enquanto ele vive fora da Rússia.
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