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“Missionárias” usavam a religião para ter relações com presos do CV, diz Polícia

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"Missionárias" usavam a religião para ter relações com presos do CV, diz Polícia
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Um relatório da Polícia Civil aponta para a existência de um grupo denominado “As Faixa Rosa Evangélica”. As supostas “missionárias” mantinham relacionamentos com presos e integrantes do CV (Comando Vermelho), na PCE (Penitenciária Central do Estado), em Cuiabá, capital de Mato Grosso.

O grupo era administrado por Rhavena Barcelos Cabeça de Almeida, presa no dia 16 de julho pela Operação Fariseus, segundo o documento. Ela é suspeita de prestar apoio comunicacional, financeiro e logístico para o CV, por meio do projeto religioso Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, da igreja em que seus pais são pastores.

As conversas extraídas de aparelhos celulares mostram os vínculos pessoais e amorosos das mulheres com os presos e faccionados em liberdade. Elas conversavam sobre seus “namorados” e faziam referências sexuais diretas.

“Não sei onde vc vai sentar pois quem sentará na cabeça do cotonete sou eu”, disse Karolina Lopes Padilha. “Cotonete” é uma referência direta à “Pedrinho”, Pedro Antônio dos Santos.

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O relatório também apresenta uma conversa entre Wiara Lima Cadore, que, para a polícia, tinha rotina de visitas e vínculos pessoais com os criminosos. “Gata, cada dia eu vou visitar um. Você acha que eu venho? Vou aproveitar a feriado, porque é dia de presídio […] vai ser um por um, para nenhum ficar brigado com outro”, disse.

O MPMT (Ministério Público de Mato Grosso) apresentou denúncia contra seis pessoas ligadas ao núcleo familiar investigado. Elas foram denunciadas por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Outras pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por falso testemunho, mas não foram incluídas na denúncia apresentada pelo MP. Com: MidiaMax

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