igreja perseguida
Pais escoceses podem ser presos por recusar transições de gênero de crianças
Proposta escocesa pode levar pais à prisão por recusarem transições de gênero para filhos.
A Escócia enfrenta críticas por uma proposta que pode resultar na prisão de pais que se recusarem a consentir com transições de gênero para seus filhos. Lois McLatchie, da ADF International, alertou que o projeto, sob o pretexto de proibir “terapias de conversão”, vai além, interferindo no aconselhamento de pais a filhos e pastores a congregantes.
“Se um pai disser mais de uma vez ao filho, digamos, de 11 anos, que ele não pode vestir um vestido, batom e salto alto, e se vestir como uma menina quando é um menino… poderia ser considerado culpado de praticar terapia de conversão, de ser coercitivo, e assim enfrentar um julgamento criminal e uma possível sentença de até sete anos de prisão”, explicou McLatchie.
Segundo Faith Wire, a proposta está em fase de consulta até 2 de abril, e ativistas, incluindo a ADF, instam os escoceses a manifestarem suas opiniões para evitar a aprovação dessa medida. Com o Partido Nacional Escocês e o Partido Verde apoiando o projeto, eles têm uma maioria combinada no parlamento, formando uma coalizão poderosa.
Censura a Expressão Religiosa
Nesse sentido, McLatchie ressaltou o sucesso do desafio sobre a legislação anterior na Escócia. Ele encorajou a população a se opor a essas medidas que podem afetar negativamente a liberdade de expressão e o direito dos pais. Além disso, líderes cristãos na Escócia expressaram preocupações sobre o impacto nas relações pais-filhos e na liberdade religiosa.
Dessa forma, a proposta, além de ameaçar prisão aos pais, pode antecipadamente censurar pessoas ou eventos relacionados à “terapia de conversão”. Muitos temem uma ampla aplicação do termo, prejudicando a liberdade de expressão e o direito de buscar opiniões religiosas em questões complexas.
Assim, McLatchie alertou sobre a relevância internacional dessas questões, destacando crescentes tensões no Ocidente em relação à liberdade religiosa. Países que adotam essas medidas podem pressionar outros a seguirem, limitando a liberdade de expressão e o direito à vida privada.
Por fim, a discussão sobre a proposta continua. Há receios sobre a complexidade do texto e sua possível aplicação confusa, inclusive para casos em que a intenção é ajudar ou proteger a pessoa. A Igreja Católica na Escócia e outros grupos religiosos estão se preparando para contestar legalmente a proposta.
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