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Pastores questionam relação entre ministério pastoral e magistratura de Mendonça
Um grupo de pastores, em sua maioria presbiterianos, tornou pública nesta semana uma interpelação dirigida ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, motivada por sua dupla atuação como magistrado e como pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP), em São Paulo.
O documento indaga se as duas funções são compatíveis sob os aspectos ético, teológico e constitucional. Mendonça integra o STF desde 2021 e passou a fazer parte da IPP em 2025.
Os signatários afirmam ter feito a manifestação “como irmãos” e sem “animosidade pessoal”. Segundo eles, o propósito é discutir uma questão de consciência ligada ao exercício do ministério pastoral.
Confissão de Fé de Westminster e separação entre Estado e religião
A interpelação cita a Confissão de Fé de Westminster, documento adotado pela Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), segundo o qual magistrados civis não devem exercer funções relacionadas à administração da Palavra e dos sacramentos. Com base nesse princípio, os pastores questionam a possibilidade de uma mesma pessoa ocupar posição na magistratura e, simultaneamente, exercer liderança religiosa.
O texto é assinado por integrantes da IPB e de outros grupos presbiterianos. Entre os nomes citados estão Silas Luiz de Souza e Luiz Longuini, da IPB, além do reverendo Calvino Camargo, da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPIB), que participou da elaboração do documento.
A manifestação também faz referência à Constituição brasileira e afirma que a separação entre Estado e religião não implica hostilidade à fé. Para os autores, a regra deve proteger tanto o Estado da influência religiosa quanto as instituições religiosas da interferência estatal.
No documento, os pastores perguntam como Mendonça poderá atuar como árbitro das liberdades religiosas de diferentes grupos enquanto também exerce o pastorado de uma denominação.
Contexto
A interpelação ocorre em meio à atuação de Mendonça em questões recentes no STF, incluindo os desdobramentos do caso Master e divergências com o ministro Alexandre de Moraes. As informações são da Folha de S.Paulo. Com: Exibir Gospel.
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