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Político da Escócia apresenta projeto para punir “discurso de ódio” em casa
Cristãos temam que Bíblia seja classificada como material impróprio.
Um político de esquerda da Escócia, chamado Humza Yousaf, deseja que uma nova lei sobre crime de ódio e ordem pública permita que autoridades invadam casas para punir “discurso de ódio” feitos de forma particular, dentro dos lares.
A proposta de Yousaf foi duramente criticada por jornalistas, cristãos, grupos seculares, comediantes , escritores, acadêmicos e a polícia, que veem uma violação da liberdade de expressão e “defesa de moradia” no país. De acordo com o The Times, Yousaf disse que não haveria essa garantia de defesa da privacidade.
“Estamos confortáveis em dar uma defesa a alguém cujo comportamento é ameaçador ou abusivo, que está intencionalmente incitando o ódio contra, por exemplo, muçulmanos? Estamos dizendo que isso é justificado porque é em casa? … Se sua intenção era incitar o ódio contra os judeus … então acho que isso merece sanção criminal”, disse Yousaf a membros do Parlamento escocês.
Ao comentar a denúncia, o parlamentar escocês voltou a questionar o motivo de alguém não poder ser punido caso fique comprovado que ele fez discurso de ódio contra algum grupo, mesmo que dentro da privacidade de seu lar.
“Se você convidar dez companheiros e puder ser provado, sem qualquer dúvida razoável, que você intencionalmente despertou ódio contra os judeus, por que isso não deveria ser processado? Seria se você fizesse isso no pub, mas não em sua casa?”, questionou.
Muitos questionamentos foram levantados sobre a lei, já que ela ameaça claramente a liberdade de expressão, incluindo na comédia. Ainda existe uma preocupação que a lei venha a ser aplicada nos direitos quanto ao teatro e jornalismo.
Há também a preocupação dos cristãos, que temem que a lei possa até mesmo fazer com que a Bíblia corra o risco de ser considerada material ofensivo. A Igreja Livre da Escócia declarou que “a ofensa de posse de material inflamatório pode levar a livros e outros materiais sendo confiscados e destruídos”, citando versículos considerados ofensivos pode resultar na “própria Bíblia” ser tomada e descartada.
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