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Rejeição de Jorge Messias é lamentada por Mendonça
Jornalista apurou que Moraes teria agido nos bastidores para reprovar indicado de Lula

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Rejeição de Jorge Messias é lamentada por André Mendonça
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O ministro André Mendonça comentou, em publicação nas redes sociais, a decisão do Senado de rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Na manifestação, ele afirmou lamentar o resultado e destacou qualidades do indicado.

“Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF”, escreveu Mendonça na plataforma X.

O ministro também declarou que expressou solidariedade por considerar Messias um amigo. “Amigo verdadeiro não está presente nas festas; está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate! Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!”, afirmou.

Em resposta, o jornalista Eli Vieira criticou a atuação de Messias enquanto esteve à frente da Advocacia-Geral da União. Ele declarou: “Ele aprovou matar bebês de 22 semanas de gestação com uma agulha injetando solução salina no coração. Ele criou um Ministério da Verdade na AGU e perseguiu jornalistas, incluindo meu colega americano Michael Shellenberger”.

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Na sequência, Vieira também fez uma cobrança direcionada a Mendonça: “Vá condenar seus colegas de STF pelas conexões com o Master”.

A jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, informou que a rejeição de Jorge Messias no Senado teria sido articulada politicamente. Segundo ela, a movimentação envolveu o ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com a jornalista, que afirmou ter ouvido seis fontes ligadas ao STF, ao Congresso e a outros setores políticos e jurídicos, “o ministro Alexandre de Moraes se engajou para fortalecer a articulação do senador Davi Alcolumbre contra Jorge Messias”.

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Ainda segundo o relato, a estratégia teria incluído o envio de emissários para dialogar com senadores que possuem processos no Supremo ou ligação com aliados do ministro. A atuação teria contribuído para ampliar votos contrários à indicação, resultando na rejeição do nome de Messias e representando também um revés para André Mendonça.

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