estudos bíblicos
A obra salvífica de Cristo
Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 5 do trimestre sobre “A obra da salvação”
A nossa reconciliação com Deus pai
Nesta Lição, muitos termos bíblicos ligados a doutrina da salvação são utilizados apropriadamente: expiação, propiciação, reconciliação, remissão e redenção. Um conceito sucinto para cada um:
EXPIAÇÃO. Segundo Myer Pearlman, “A palavra ‘expiação’, no hebraico, significa literalmente ‘cobrir’ (…) A expiação, no original, inclui a ideia de cobrir tanto os pecados (Sl 78.38; 79.9; Lv 5.18) quanto o pecador (Lv 4.20). Expiar o pecado é ocultá-lo da vista de Deus (…) A morte de Cristo foi uma morte foi uma morte expiatória, porque seu propósito era apagar o pecado (…) Expiar o pecado significa leva-lo embora, de modo que ele é afastado do transgressor, o qual é considerado, desse modo, justificado de toda injustiça, purificado de toda contaminação e santificado para pertencer ao povo de Deus” (6). Como disse João Batista, Jesus é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!
PROPICIAÇÃO. Novamente nas palavras de Pearlman, “a palavra propiciação tem origem na palavra latina prope, que significa ‘perto de’. Assim, a palavra significa juntar, tornar favorável ou efetuar reconciliação. Um sacrifício de propiciação traz o homem para perto de Deus, reconcilia-o com Deus, fazendo expiação por suas transgressões, ganhando a graça e o favor divinos. (…) O pecado mantém o homem distanciado de Deus, mas Cristo lidou com o pecado, a favor do homem, de tal forma que seu poder separador foi anulado. Portanto, agora o homem pode ‘achegar-se’ a Deus ‘em seu nome’” (7). O pecador somente pode comparecer diante de Deus, mediante a oferta que Cristo oferece em seu favor (Jo 14.6: “…ninguém vem ao Pai a não ser por mim”). É o sangue de Cristo, não nossas boas obras ou boas intenções, que nos fazem propícios, favoráveis diante de Deus!
RECONCILIAÇÃO. Como bem resume o comentarista da Lição, “A expiação é a própria oferta de Cristo a Deus pelo pecado; a reconciliação é o resultado prático humano da expiação efetuada por Cristo; logo, a reconciliação é consequência da expiação” (8). O pecado interpôs um grande abismo entre Deus e o homem, separando-os. O pecado suscitou a ira de Deus, que é santíssimo. O pecado colocou o homem em posição de inimigo de Deus. Mas em Cristo Jesus, de braços abertos e ensanguentados no calvário, “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5.18; Conf. Rm 5.10). Agora, pela fé, podemos ser feitos “amigos de Deus”!
Na cruz, Cristo oferece o fim da inimizade entre o homem de Deus. Por isso ele diz: “Deixo-vos a minha paz, a minha paz eu vos dou” (Jo 14.27). O sangue vertido na cruz, apaziguou a ira de Deus, e agora, como Paulo, podemos dizer: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). Como bem cantava Álvaro Tito, num de seus jovens clássicos (uma de minhas músicas preferidas que eu convido você a ouvir):
“Ah! Esse sangue vertido
Na cruz espargido com poder sem igual
Pode te trazer a calma e paz para tua alma
Afastando as hostes do mal”
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