vida cristã
Vítima de abuso encontrou cura em Jesus Cristo
Homem abusado durante sua infância testemunha salvação: “o que era para o mal em minha vida, na verdade se tornou para o bem”.
Aos cinco anos de idade, Victor Marx foi encontrado inconsciente por sua família, trancado dentro de um freezer ao ar livre em uma fazenda do Mississippi, onde foi deixado para morrer por estuprador. O resto de sua infância foi passado sofrendo abusos físicos e psicológicos de seu padrasto, que ele carregou consigo até encontrar descanso em Deus.
Nesse sentido, em um documentário sobre seu testemunho, Victor conta que seu pai biológico se envolveu com a máfia da Louisiana, cafetinando mulheres e vendendo drogas. Como seus pais estavam se separando na época da concepção de Victor, ele nunca o reconheceu como seu próprio filho.
Além disso, seu padrasto, um bêbado ex-militar, espancava e ameaçava Victor, de 7 anos, com uma arma, batendo com o cano da arma, enquanto ela estava engatilhada, contra sua testa. Victor conta que crescer com ele foi um terror. Ele sempre foi abusivo, mentalmente, fisicamente e sexualmente com sua mãe e seus filhos.
Desse modo, essa foi a infância de Victor: 14 escolas, 17 casas diferentes e seis padrastos diferentes na Louisiana, Mississippi e Texas. Quando ficou mais velho, ele se alistou nos fuzileiros navais. Tornou-se um atirador de elite com a M-16. Ele aprendeu artes marciais em seu tempo livre, com o objetivo de nunca mais sofrer abusos.
Algum tempo depois, Victor recebeu uma carta de seu pai biológico, que, depois de se tornar um mago e passar por tratamento psiquiátrico, finalmente se converteu a Jesus. Ele chamou Victor de “filho”, a primeira vez que reconheceu seu próprio filho. Ele convidou Victor para visitá-lo. Quando o fez, Victor foi à igreja com seu pai.
“Eu me rendi naquele dia. Parei de culpar outras pessoas por meus pecados. Pedi a Deus que me perdoasse e senti seu amor me lavando de dentro para fora”, disse ele, de acordo com God Reports,
Desta forma, quando Victor se casou, ele passou a sofrer de flashbacks e ataques de pânico. Ele reagia à sua esposa com raiva. Aos 40 anos, ele fez 100 consultas em nove meses com seu terapeuta, que o ajudou em seus relacionamentos familiares. O próximo passo foi procurar seu padrasto. Ele o encontrou reduzido a nada.
Logo, Victor o levou ao hospital e leu a Bíblia para seu padrasto diariamente em seus últimos dias, mas ele não queria aceitar Jesus, até que um dia ele disse a enfermeira que tinha orgulho de seu filho pregador, “ele tem se preocupado com minha eternidade, diga a ele para não se preocupar mais. Eu me acertei com Deus ontem à noite”.
“O Senhor disse claramente: ‘Diga a ele que você o ama’. Eu lhe disse: ‘Pai, eu te amo’. Pela primeira vez, ele disse: ‘Rapaz, eu também te amo’. Foi uma sensação boa por dentro. Senti a redenção, depois de todo o abuso (…) Adivinhe quem ficou livre? Eu. A amargura é como beber veneno e esperar que ele machuque outra pessoa”, disse.
Por fim, atualmente Victor ministra a crianças em um pavilhão juvenil. Ele é faixa preta de 7º grau em artes marciais e treina policiais e militares. Ele ministra em zonas de guerra no que ele chama de “trabalho missionário de alto risco”.
“Quanto mais perto estivermos do perigo, mais estaremos ajudando as pessoas. Eu ministro a essas crianças porque sei onde muitas delas estiveram. Sei para onde Deus quer levá-las. O que era para o mal em minha vida, na verdade se tornou para o bem”, concluiu.
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