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A igreja italiana que não fechou suas portas durante a quarentena
Templo, numa das regiões mais afetadas pelo coronavírus, foi transformado em abrigo para sem-teto.
“A Igreja não está de férias, está de plantão“. As palavras do apóstolo Luiz Hermínio servem para descrever uma pequena igreja na cidade de Lodi, Lombardia, na Itália, uma das regiões mais atingidas pelo coronavírus.
O templo da Assembleia de Deus, liderada pelo pastor Gennaro Chiocca, decidiu não fechar suas instalações, mas abri-las à comunidade, transformando o templo em um centro de acolhimento para pessoas sem-teto, para quem a ordem de ficar em casa não fazia sentido.
Foi assim que nasceu o projeto Beth Campo, dando um novo uso ao templo. A sala principal se tornou um quarto, as salas de aula da escola dominical foram transformadas em consultório médico e sala de jantar, enquanto dois estandes com chuveiros foram colocados no pátio da igreja.
Este foi o lugar onde um grupo de homens, principalmente imigrantes, encontrava abrigo, comida e um ambiente seguro para a quarentena. Alguns deles também conheceram Jesus nessa passagem.
“Foi precisamente nesta cidade tão atacada pela covid-19 que a Igreja do Senhor respondeu com sua missão de pregar e praticar o Evangelho”, afirmou o pastor ao Protestante Digital. Nascido em Nápoles, o líder é fundador da ONG “Beth Shalom”, que gerencia vários projetos missionários.

Atendimento na Assembleia de Deus na Itália (Reprodução / Facebook)
Um slogan impossível
O governo italiano criou uma campanha para que a população permanecesse em casa durante a quarentena, mas “diante de nossos olhos havia pessoas que não conseguiam” fazer isso, por não ter casa, explica o pastor.
Isaías 58:7 serviu de inspiração para o projeto realizado por Chiocca e os voluntários da igreja.
“Nas Escrituras descobrimos o fardo e a honra de acolher aqueles que ‘eram infelizes e sem refúgio’, dando a alguns deles a nobre possibilidade de receber a salvação em Cristo”.
Várias entidades colaboraram no projeto missionário: Associação de Médicos Evangélicos Italianos, Médicos Sem Fronteiras, Cruz Vermelha Italiana e Proteção Civil.
“Assim, as instalações permaneceram abertas como ‘hospital para pecadores’ e não fechadas como ‘museu para santos’. Precisamente, os museus foram incluídos nas restrições e não nos hospitais”, afirmou o pastor.

Voluntários servindo comida na Assembleia de Deus na Itália (Reprodução / Facebook)
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