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Armênios temem que limpeza étnica acabe com cristianismo após acordo com Azerbaijão
Acordo de paz foi assinado na semana passada.
O acordo de paz entre a Armênia e o Azerbaijão foi assinado nesta semana, mesmo acabando com a guerra e melhorando a vida de dezenas de milhares de civis, muitos armênios estão preocupados com a história do Cristianismo no país.
Desde setembro deste ano os armênios estão sendo atacados por seus vizinhos, Azerbaijão e Turquia, na região do Nagorno-Karabach. A maioria das pessoas que moravam nessa região, fugiram para a capital, Yerevan, e agora protestam contra o acordo.
O presidente descreveu a aceitação do acordo como “dolorosa”, e mesmo assim a Armênia continua tumultuada. O país inteiro apoiou o esforço de guerra, pois os armênios viviam sendo atacados em áreas habitadas.
Extermínio
Arman Tatoyan, um dos defensores dos direitos humanos na Armênia, relatou que: “Isso se tornou uma questão existencial. Esta é uma questão de limpeza étnica e bombardeios terroristas aplicados pelo Azerbaijão contra os armênios que vivem lá”, explicou.
O compositor Armênio, Daniel Decker, disse ao CBN News, que os azeris não estão tentando apenas conquistar um território que pertence a Armênia há milhares de anos, mas querem exterminar o povo armênio, além de continuar com a tomada do território.
Os militares azeris alegaram ter tomado a segunda maior cidade da região, conhecida por Artsakh, diante disso a situação piorou entre os combatentes. Os militares armênios estão em grande desvantagem numérica, relatos dizem que para cada oito azeris, tem um soldado armênio.
Decker também salienta que o governo Turco apoia abertamente o Azerbaijão, dizendo que nunca houve genocídio no embate, porém do outro lado afirmam que vão terminar o que começaram.
“Erdogan, que é o presidente da Turquia, busca um Império Otomano revivido com o Islã em sua liderança, e agora a Armênia e a República de Artsakh estão atrapalhando isso”, disse Decker. “A própria existência deles está em perigo agora. E como americanos, como cristãos na América, temos a obrigação de apoiar a Armênia e Artsakh”, afirmou Decker.
Os refugiados têm enfrentado um futuro incerto diante dessa guerra. Muitos estão sem casas, pois foram danificadas ou destruídas.
O povo da armênia confirma que a crise não acabou, e que ainda vai muito longe. Eles temem que sua história religiosa seja apagada nas áreas que não estão mais sobre o seu controle.
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