política
Fim da linguagem neutra é celebrada por evangélicos
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que proíbe o uso de linguagem neutra na elaboração de textos de órgãos e entidades da administração pública em todos os entes federativos. A medida está prevista na Lei nº 15.263, que institui a Política Nacional de Linguagem Simples para o governo. O texto foi publicado na edição de segunda-feira (17) do Diário Oficial da União.
De acordo com o artigo 5º da nova lei, a administração pública não poderá “usar novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa” em documentos, comunicações e demais textos oficiais dirigidos aos cidadãos. Na prática, a norma impede o emprego de termos como “todes”, “amigues” ou variações semelhantes em materiais produzidos por órgãos públicos.
No início do atual mandato, expressões de linguagem neutra chegaram a ser utilizadas em eventos oficiais por figuras ligadas ao governo, como a primeira-dama Janja Lula da Silva, o então ministro da Secretaria de Relações Institucionais Alexandre Padilha e equipes de cerimonial. A vereadora evangélica Sonaira Fernandes (PL-SP) mencionou esses episódios ao comentar a sanção da lei. “Com certeza não foi ideia da Janja. Lula sanciona uma lei que proíbe o uso da linguagem neutra em todos os órgãos da administração pública. A sanidade está voltando, mas não se engane, não é por benevolência do Lula, isso aqui é medo”, declarou.
Na mesma publicação, Sonaira associou a decisão a um cálculo político. “O PT está com medo de passar ainda mais vergonha diante dos brasileiros de bom senso, que nunca concordaram com essa bobagem toda aqui. As pesquisas de opinião mostram que os brasileiros de bom senso rejeitam não só o uso do pronome neutro, mas também a liberação do aborto, trans competindo em esportes femininos, e por aí vai. A agenda politicamente correta está afundando, e agora nem adianta o Lula tentar pular fora do barco, ele vai afundar junto. 2026 é logo ali”, acrescentou.
O sociólogo e jornalista cristão Thiago Cortês também se manifestou nas redes sociais em apoio à medida. “Vitória da língua portuguesa. Vitória do bom senso. A linguagem neutra cai – e quem derruba é um governo de esquerda pressionado por intelectuais, inclusive de esquerda”, afirmou. Em seguida, citou o escritor britânico George Orwell para criticar a linguagem neutra: “George Orwell já tinha avisado: ‘A destruição da linguagem é o primeiro passo para a destruição da liberdade’. A tal ‘linguagem neutra’ era exatamente isso — uma engenharia social disfarçada de inclusão. A militância que luta contra a realidade perdeu mais uma batalha. E perderá todas daqui em diante!”, declarou Cortês.
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