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Ideologia trans deixou marcas e arrependimento, diz jovem

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Ideologia trans deixou marcas e arrependimento, diz jovem
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Um projeto de lei que propõe a proibição nacional de procedimentos de transição de gênero em menores de idade está em debate no Congresso dos Estados Unidos. A medida busca impedir o uso de bloqueadores da puberdade, hormônios do sexo oposto e cirurgias de redesignação sexual em crianças e adolescentes.

Durante uma audiência da Comissão de Saúde, Educação, Trabalho e Previdência do Senado, a jovem Chloe Cole, de 21 anos, relatou sua experiência de destransição e defendeu a proibição desses procedimentos para menores. Ela afirmou que começou a se identificar como menino aos 12 anos e passou por uma mastectomia aos 15. Segundo seu testemunho, a expectativa de encontrar paz e aceitação por meio da transição não se concretizou.

“Isso é abuso infantil. Já temos outras leis que tornam ilegais outras formas de abuso contra crianças. Este caso não é diferente e precisamos agir agora”, declarou.

Cole relatou que, durante a adolescência, enfrentou desconforto com as mudanças do próprio corpo e passou a consumir conteúdos sobre identidade de gênero nas redes sociais. Ela afirmou que foi levada a acreditar que a transição era necessária para sua sobrevivência e bem-estar.

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Representando uma posição contrária à proposta, Shannon Minter argumentou que decisões relacionadas a tratamentos para menores devem permanecer sob responsabilidade dos pais e dos profissionais de saúde. Segundo ele, o governo não deveria interferir em escolhas médicas tomadas pelas famílias.

“Poucos princípios no direito americano são tão consolidados quanto o direito dos pais de tomarem decisões médicas para seus próprios filhos, em consulta com seus médicos”, afirmou.

Cole contestou esse argumento e declarou que muitos pais enfrentam pressão para autorizar a transição de gênero de seus filhos. Segundo ela, familiares frequentemente recebem a informação de que a recusa ao tratamento pode aumentar o risco de suicídio entre adolescentes que se identificam como transgênero.

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Outro depoimento apresentado à comissão foi o do médico Kurt Miceli. Ele afirmou que a comunidade médica deveria rever a adoção desses procedimentos em menores e declarou que revisões científicas recentes não encontraram evidências confiáveis de benefícios relacionados à melhora da saúde mental ou à prevenção do suicídio.

Miceli também citou possíveis riscos associados aos tratamentos, incluindo infertilidade, disfunção sexual, alterações na densidade óssea, problemas cardiovasculares e outros efeitos de longo prazo.

Segundo a emissora CBN News, pesquisas indicam que parte significativa das crianças que apresentam desconforto com o próprio sexo biológico deixa de manifestar esse sentimento na vida adulta.

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O projeto continua em análise no Congresso e ainda não possui data definida para votação. Enquanto o debate prossegue em nível federal, 27 estados americanos já aprovaram restrições relacionadas a procedimentos de transição de gênero em menores de idade.

Neste ano, a Associação Médica Americana e a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos também recomendaram que procedimentos de redesignação sexual não sejam realizados em menores.

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