vida cristã
Inglaterra proíbe bloqueadores de puberdade em crianças
Inglaterra interrompe rotina de prescrição de hormônios bloqueadores de puberdade para menores de 18 anos.
O Serviço Nacional de Saúde (NHS) da Inglaterra anunciou que os hormônios supressores da puberdade não estarão mais disponíveis para crianças e adolescentes menores de 18 anos, exceto em casos de pesquisas ou “circunstâncias excepcionais”. A ministra da saúde do Reino Unido, Maria Caulfield, saudou a decisão das autoridades de saúde nacional.
“Sempre deixamos claro que a segurança e o bem-estar das crianças são primordiais, então, saudamos esta decisão histórica do NHS. O fim da prescrição rotineira de bloqueadores de puberdade ajudará a garantir que o cuidado se baseie em evidências, opinião clínica especializada e seja no melhor interesse da criança”, disse ela, segundo Evangelical Focus.
Dessa forma, as mudanças na prática médica vêm após anos de debate em torno do uso dos conhecidos como ‘bloqueadores de puberdade’. A controvérsia atingiu um ponto crucial após o relatório do Dr. Cass encontrar “lacunas de evidência” sobre o uso desses tratamentos. Logo, ele pediu mudanças radicais na abordagem médica a menores que se identificam como transgêneros.
Debate
Sendo assim, a discussão médica gerou um grande debate social, enquanto mais de 5.000 crianças estavam na lista de espera dos Serviços de Identidade de Gênero (Gids) da controversa Fundação Tavistock. Os “detransicionadores” do Reino Unido, como Keira Bell, denunciaram os procedimentos médicos pelos quais crianças, que não estão maduras o suficiente para decidir sobre seus corpos, são “empurradas” para tratamentos médicos irreversíveis.
Assim, outros países europeus também passaram por mudanças de política semelhantes nos últimos anos. A Suécia, anteriormente vista como referência em tratamentos de gênero “afirmativos”, decidiu em 2022 parar de dar bloqueadores de puberdade a menores. Na Noruega, um relatório oficial em 2023 recomendou “definir os bloqueadores de puberdade para menores como tratamento experimental” após um aumento de 13% no número de menores que solicitam uma mudança de gênero.
Por fim, os parlamentares holandeses estão instando o governo a pesquisar os “resultados físicos e mentais” dos medicamentos dados a crianças, depois que “outros países europeus, como a Suécia, se tornaram mais cautelosos”.
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