igreja perseguida
Jovem ora pelo pai no Sri Lanka durante anos por sua conversão
Ao descobrir que sua esposa e filhas haviam se convertido ao cristianismo, o pai proibiu as três de irem à igreja.
Há quatro anos, Shani*, uma jovem cristã de 21 anos, juntamente com sua mãe e irmã, vive uma jornada de fé marcada por desafios e perseguição em um país onde seguir a Cristo é perigoso. No Sri Lanka, que ocupa o 51º lugar na Lista de Países em Observação de 2024, a perseguição aos cristãos é intensa, e a família de Shani precisou praticar sua fé com grande cautela.
Em 2020, Shani e sua irmã mais nova, Sasha*, de 16 anos, deixaram o hinduísmo, religião tradicional da família, para seguir a Jesus. Pouco depois, sua mãe também se converteu. No entanto, o pai das jovens, que estava trabalhando no exterior na época da conversão, não interferiu inicialmente no crescimento espiritual das mulheres. Tudo mudou quando ele voltou ao Sri Lanka.
Ao descobrir que sua esposa e filhas haviam se convertido ao cristianismo, o pai proibiu as três de irem à igreja. “Ele ameaçou sair de casa e nunca mais voltar se não abandonássemos nossa fé”, contou Shani. Para driblar a proibição, a família se organizou em turnos: enquanto uma ficava em casa observando o pai, as outras iam à igreja. Apesar de todos os esforços para manter a paz, a harmonia familiar foi profundamente abalada.
No início de 2022, a situação se agravou quando uma prima descobriu o que estavam fazendo para continuar frequentando a igreja e contou tudo ao pai. Enfurecido, ele voltou para casa e, em um ato de desespero e raiva, agrediu a esposa e as filhas. Na manhã seguinte, ele deixou a casa, mas continuou telefonando, ameaçando tirar a própria vida caso elas não parassem de ir à igreja.
Apesar das ameaças e da tensão crescente, Shani, Sasha e a mãe permaneceram firmes em sua fé. “Eu amo Jesus e quero que meu pai o ame também”, declarou Shani, evidenciando seu amor por Cristo e sua esperança de que o pai também seja alcançado pela graça de Deus.
Hoje, as três continuam frequentando a igreja, ainda sem a permissão do pai, mas com a mesma estratégia anterior. “Eu me visto como se estivesse indo para a escola e mudo de roupa quando chego à igreja”, contou Shani, revelando a engenhosidade e o esforço que fazem para manter sua comunhão com outros cristãos.
Parceiros locais da Portas Abertas têm oferecido apoio espiritual e prático à família, orando com elas e atendendo a suas necessidades mais urgentes. Eles pedem que os irmãos em Cristo ao redor do mundo se unam em oração por Shani, Sasha, e sua mãe, e especialmente pelo pai, para que ele perceba o grande amor de Deus e creia em Jesus.
*Nomes alterados por segurança.
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