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Leão XIV diz que jihad e censura ameaçam o Ocidente
O papa Leão XIV afirmou, em discurso ao corpo diplomático no Vaticano, que vê redução do espaço para a liberdade de expressão em países do Ocidente. Ele também declarou preocupação com a violência de extremistas muçulmanos descritos como jihadistas.
Leão XIV disse que uma ideologia “de estilo orwelliano” tem se espalhado em nações ocidentais e limitado o debate público, em referência ao escritor George Orwell, autor de obras como 1984 e A Revolução dos Bichos.
Para ele, novas formas de linguagem promovidas sob o argumento da inclusão podem produzir exclusão de quem não adere a determinadas visões: “É doloroso ver como, especialmente no Ocidente, o espaço para a verdadeira liberdade de expressão está diminuindo rapidamente. Ao mesmo tempo, está se desenvolvendo uma nova linguagem orwelliana que, na tentativa de ser cada vez mais inclusiva, acaba excluindo aqueles que não se conformam às ideologias que a alimentam”.
O pontífice afirmou que a liberdade de consciência enfrenta pressão crescente, inclusive em Estados que se apresentam como democráticos: “Neste momento da história, a liberdade de consciência parece ser cada vez mais questionada pelos Estados, mesmo por aqueles que afirmam basear-se na democracia e nos direitos humanos”.
De acordo com a Fox News, ele acrescentou que essa liberdade busca equilibrar o interesse coletivo e a dignidade individual: “Essa liberdade, porém, estabelece um equilíbrio entre o interesse coletivo e a dignidade individual. Ela também enfatiza que uma sociedade verdadeiramente livre não impõe uniformidade, mas protege a diversidade de consciências, prevenindo tendências autoritárias e promovendo um diálogo ético que enriquece o tecido social”.
No mesmo discurso, Leão XIV condenou a violência jihadista e mencionou perseguição a cristãos em diferentes regiões, descrevendo o tema como “uma das crises de direitos humanos mais disseminadas da atualidade, afetando mais de 380 milhões de fiéis em todo o mundo”.
Ele citou vítimas de violência com motivação religiosa em Bangladesh, na região do Sahel e na Nigéria, além de mencionar um ataque terrorista ocorrido em junho na paróquia de Santo Elias, em Damasco. “Também não me esqueço das vítimas da violência jihadista em Cabo Delgado, Moçambique”, afirmou.
Números da Lista Mundial de Perseguição 2026 da Portas Abertas estimam em 388 milhões o total de cristãos vivendo sob risco constante, com destaque para a África Subsaariana, onde parte da população teria sido forçada a deixar suas casas em meio a conflitos e ataques extremistas.
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