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Líderes cristãos no Irã declaram apoio a príncipe exilado e clamam por fim do atual regime

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Em uma ação histórica, mais de 200 líderes cristãos representando diferentes denominações no Irã expressaram publicamente seu apoio ao príncipe herdeiro Reza Pahlavi, filho do último xá do país, que vive no exílio. A manifestação ocorreu nas horas que antecederam o início da operação militar conjunta de Estados Unidos e Israel contra o regime dos aiatolás.

Os líderes divulgaram uma declaração conjunta na qual se identificam como “parte inseparável da nação iraniana” e reconhecem que o país vive um de seus “momentos mais decisivos”. O texto acusa o governo iraniano de falhar na proteção da população e de “infligir danos graves” à nação, especialmente diante dos protestos mortais que eclodiram nos últimos meses, nos quais dezenas de milhares de pessoas teriam sido mortas pelas forças de segurança.

Os signatários argumentam que, em virtude dos crimes cometidos contra o povo iraniano desde a Revolução Islâmica de 1979, o regime perdeu toda “a legitimidade moral, nacional e internacional”, tornando imperativa uma mudança de governo.

“Hoje, para ir além do despotismo, da violência e do colapso moral e social, o Irã precisa de solidariedade nacional, liderança responsável e uma transição baseada na sabedoria e na razão. Assim, declaramos o nosso apoio ao príncipe herdeiro Reza Pahlavi e ao seu programa”, afirmam.

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A declaração também evoca a figura histórica de Ciro, o Grande, o rei persa mencionado na Bíblia que libertou os judeus do cativeiro babilônico e ordenou a reconstrução do Templo em Jerusalém.

“Acreditamos que o nosso amado Irã pode mais uma vez, como na era de Ciro, o Grande, tornar-se um arauto de esperança e liberdade para o seu povo e os seus vizinhos. Neste espírito, afirmamos que o Deus vivo e verdadeiro é capaz de trazer calor e cura aos corações partidos… Que a paz e a cura de Deus estejam sobre nossa nação”, diz o comunicado.

O apoio dos líderes cristãos a Pahlavi insere-se em um contexto de crescente insatisfação popular e repressão violenta. De acordo com a organização Portas Abertas, o Irã ocupa atualmente a 10ª posição no ranking mundial de perseguição a cristãos.

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A conversão do islamismo é ilegal, e mesmo aqueles que não são convertidos são obrigados a se reunir secretamente em igrejas domésticas, sob constante ameaça de batidas policiais e prisões justificadas por razões de “segurança nacional”. Com: GospelMais.

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