igreja perseguida
Pastor iraniano enviado para a prisão a mais de 1.600 km de sua casa
O pastor foi acusado de tentar desestabilizar o regime totalitário.
Um pastor iraniano da Igreja do Irã enfrenta acusações contestadas de minar a segurança do estado e foi transferido para uma prisão a mais de 1.600 quilômetros de sua residência, na província de Hormozgan.
O pastor Matthias Haghnejad, juntamente com outro líder da igreja, o pastor Yousef Nadarkhani, foi acusado de tentar desestabilizar o país, após serem incriminados sob coação por um casal de sua denominação.
Essas acusações não são novas, pois o pastor Haghnejad já havia sido absolvido delas em 2014, mas as acusações foram reintegradas em janeiro de 2022.
Fontes afirmam que a polícia política recebeu permissão do atual presidente do Irã, Ebrahim Raisi, na época chefe de justiça, para anular uma decisão da Suprema Corte a favor do pastor Haghnejad.
Mervyn Thomas, presidente fundador da Global Christian Relief, expressou preocupação com a perseguição judicial contínua enfrentada pelos pastores, considerando isso uma violação do direito à liberdade de religião ou crença, como estabelecido no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.
A CSW também relatou as novas acusações contra o pastor Nadarkhani e o pastor Haghnejad, alegando que o casal que os acusou pode ter sido pressionado pela polícia política. Essas acusações levantam preocupações, uma vez que raramente são feitas por cidadãos comuns e sugerem coação por parte das autoridades para incriminar os pastores.
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