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Pastores que deixam ministério apontam esgotamento e conflitos
Cerca de um terço dos pastores que abandonam o ministério citam esgotamento ou conflitos com a igreja como principais motivos para a decisão, segundo pesquisa divulgada pela Lifeway Research na última terça-feira. O levantamento ouviu 730 ex-pastores de quatro denominações protestantes diferentes entre 6 de maio e 6 de julho de 2023.
De acordo com o relatório, 18% dos entrevistados apontaram conflitos na igreja como razão para sair, enquanto 16% atribuíram sua saída ao esgotamento. O motivo mais citado, porém, foi uma “mudança de vocação”, mencionada por 40% dos participantes. Entre outras causas, apareceram problemas familiares (10%), dificuldades financeiras (10%), doença (6%), incompatibilidade com a igreja (6%), questões denominacionais (4%) e fechamento da igreja devido aos lockdowns da COVID-19 (3%).
Entre aqueles que deixaram o ministério por conflitos, 45% disseram ter enfrentado disputas significativas no último ano em que atuaram como pastores. No total, 87% relataram ter passado por algum tipo de conflito em sua última congregação. As principais causas foram mudanças propostas (56%) e ataques pessoais (49%). O estudo também indicou que 43% dos ex-pastores atuaram em apenas uma congregação e que outros 43% serviram como pastores seniores por até dez anos antes de deixar o cargo.
Apesar da saída, a pesquisa mostrou que 53% continuam envolvidos em alguma função ministerial. As denominações representadas no estudo incluíram as Assembleias de Deus, a Igreja do Nazareno, a Igreja Wesleyana e a Convenção Batista do Sul.
A Lifeway já havia realizado levantamento semelhante em 2021, quando 32% dos ex-pastores também mencionaram mudança de vocação como motivo para deixar o ministério, enquanto 18% citaram conflitos e 13% destacaram o esgotamento, conforme informado pelo The Christian Post.
O fenômeno não é exclusivo dessa pesquisa. Um relatório do Instituto Hartford de Pesquisa Religiosa, baseado em dados colhidos no outono de 2023, apontou que 53% do clero já considerou seriamente deixar o ministério pastoral pelo menos uma vez desde 2020, especialmente diante de desafios como a pandemia da COVID-19 e os lockdowns que atingiram comunidades de fé em todo o mundo.
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