igreja perseguida
Promotor quer limitar expressão de interpretações bíblicas para não ofender LGBTs
Promotor afirma que liberdade religiosa pode ser restringida para proteger outras liberdades.
Na segunda-feira (24), a parlamentar finlandesa e cristã, Päivi Räsänen, enfrentou o tribunal em Helsinque por 8 horas e meia, por causa de três casos separados, que consistem em um post nas redes sociais, um livreto de 2004 e declarações feitas durante um programa de rádio.
Segundo Evangelical Focus, Räsänen foi acusada, em todos os casos, de quebrar o Capítulo 10 do Código Penal Finlandês, que se refere a casos de “agitação étnica”, incluindo “incitação ao ódio” contra homossexuais.
Cerca de 85 pessoas se reuniram em frente ao Tribunal Distrital de Helsinque, em protesto à liberdade de expressão. No dia anterior, 120 pessoas expressaram sua solidariedade a Päivi Räsänen em frente à embaixada da Finlândia na Noruega.
Segundo a declaração do promotor, que iniciou o processo, “não é inocente dizer que a homossexualidade é um pecado. Pelo contrário, pode ser mais sério dizer que é um pecado do que um crime”.
De acordo com o promotor, condenar um ato significa condenar a pessoa. Condenar atos homossexuais significa quebrar a identidade da pessoa homossexual. Ele acrescentou que a liberdade de religião e consciência inclui o direito de expressar suas crenças, mas essa liberdade pode ser restringida para salvaguardar outras liberdades.
“Apenas citar passagens bíblicas não é crime, nem discutir interpretação bíblica. No entanto, interpretar a Bíblia de certa forma e publicar as próprias opiniões com referência a elas pode ser um crime se ofenderem um indivíduo ou um grupo de pessoas”, disse ele.
Além disso, o promotor descreveu que as convicções de Räsänen eram um exemplo típico de pensamento cristão extremo. Ele alegou que os atos homossexuais estão ligados à identidade sexual, e desaprovar estilos de vida não heteronormativos seria prejudicial para a juventude LGBT.
Em resposta, o advogado de Räsänen disse que ela nunca atacou a dignidade dos homossexuais, acrescentando que não ser capaz de criticar o movimento LGBT iria encerrar todo o debate político. Räsänen disse que as alegações do promotor eram um insulto tanto para ela quanto para homossexuais.
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