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Vargens vê violação de liberdade religiosa após relato de Michelle

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Vargens vê violação da liberdade religiosa após relato de Michelle
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No último domingo, 7 de setembro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro discursou na Avenida Paulista relatando medidas que, segundo ela, têm afetado sua família desde as determinações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O relato incluiu perda de intimidade dentro do lar e limitação ao exercício de práticas religiosas, direitos previstos na Constituição Federal de 1988, no artigo 5º.

Michelle afirmou que a rotina da família tem sido marcada por abordagens policiais. “A Constituição que garante a proteção, sendo violada. A minha filha de 14 anos tendo que ir para a escola e todos os dias ter que abrir o carro para a polícia verificar se tem alguém escondido dentro. Todos os dias, quando eu chego e saio, eu tenho que [deixá-los] revistar o meu carro. É muita humilhação o que nós estamos vivendo”, declarou.

Ela também mencionou a presença constante de policiais monitorando os arredores da residência. “Policiais toda hora olhando os muros dos vizinhos para ver se tem possibilidade dele pular. Um homem com 70 anos, com sequelas de uma facada, que recentemente passou por uma cirurgia de 12 horas. Como que um homem desse vai pular um muro? Meu Deus do céu, parece brincadeira”, disse sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em meio às críticas, Michelle reforçou seu encorajamento religioso: “O choro dura uma noite, mas nós vamos ver a alegria e a justiça raiar na nossa nação. Não desistam, ele não vai desistir. Eu não vou desistir”. A ex-primeira-dama ainda relatou restrições para realizar cultos domésticos: “Eu estou tendo a minha liberdade religiosa perseguida, pastor Silas. O senhor foi meu pastor, sabe que eu sempre fiz culto doméstico na minha casa. Eu tenho que ir à casa dos outros para orar toda semana. Eu não posso fazer um culto religioso, porque não foi permitido”.

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No encerramento, ela citou sua confiança em Deus: “Eu sei em quem tenho crido. Eu sei que Ele me chamou. Eu sei que Ele chamou Jair Messias Bolsonaro para um momento da nossa história. Eu sei que Ele enviará a dupla honra. Eu sei disso. Eu sei que a nossa nação será livre dessa ditadura judicial”.

O pastor Renato Vargens, ao comentar as declarações, afirmou: “A liberdade religiosa de Michelle Bolsonaro e família foi violada. Ela não pode fazer culto e reunião de oração com os irmãos na fé na própria residência porque o Xandão não deixa!”. Em publicação anterior, ele já havia alertado para o risco de perda dessa garantia: “Haverá um dia em que perderemos a liberdade religiosa, e quando isso acontecer, alguns que se dizem ‘cristãos’, entregarão os crentes nas mãos do Estado, pelo fato destes desobedecerem as ordens do ‘rei’”.

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