igreja perseguida
Viúva cristã é espancada por multidão e acusada de blasfêmea no Paquistão
Saima Farhad, de 35 anos, foi acusada por um vizinho, que alegou que ela havia descartado páginas rasgadas e queimadas do Alcorão.
Uma viúva cristã e mãe de dois filhos no Paquistão foi acusada de blasfêmia, espancada por uma multidão e presa após uma falsa acusação de profanação do Alcorão. O incidente ocorreu em 7 de agosto, na cidade de Kathore, Tehsil Gojra, Faisalabad, e teria sido motivado por uma disputa pessoal, segundo a família da vítima.
Saima Farhad, de 35 anos, foi acusada por um vizinho, que alegou que ela havia descartado páginas rasgadas e queimadas do Alcorão em um saco de lixo. Sua família, no entanto, negou as acusações, afirmando que elas foram fabricadas por razões de vingança pessoal, conforme relata The Christian Post.
Albert Masih, primo de Saima, explicou que o conflito começou por uma questão de moradia. O vizinho, identificado como Mudassar, teria colocado uma viga de ferro na parede da casa de Farhad durante uma construção. Farhad pediu que ele removesse a viga, pois comprometeria a estrutura da sua casa, além de exigir compensação financeira. “Isso gerou uma tensão entre as famílias”, disse Masih. Após o confronto, Mudassar e a família inquilina começaram a assediar Saima, exigindo que ela deixasse sua residência. Logo em seguida, veio a acusação de blasfêmia.
“Madussar ameaçou esfaquear Saima com uma faca na frente de uma multidão que cercava sua casa”, relatou Masih. Um homem cristão que estava presente conseguiu intervir e impediu o ataque. Saima tentou fugir, mas foi descoberta e agredida pela multidão. A polícia chegou a tempo de dispersar os agressores, mas, em vez de protegê-la, prendeu Saima e registrou uma queixa de blasfêmia contra ela.
“A polícia a salvou, mas também a prendeu sem qualquer evidência”, afirmou Masih. “Seus dois filhos ficaram traumatizados com o incidente e estão sob os cuidados da família enquanto ela permanece presa.”
O advogado de Farhad, Nasir Abbas, classificou as acusações como “falsas e infundadas”. “Nos argumentos preliminares, desafiei o promotor a apresentar qualquer evidência de que Saima cometeu o crime de blasfêmia. Até agora, nada foi provado no tribunal”, disse Abbas. “Com a ajuda de Deus, estamos confiantes de que ela será libertada com a fiança.”
Mesmo que Saima seja solta, os desafios estão longe de acabar. Cristãos acusados de blasfêmia no Paquistão frequentemente enfrentam perseguição contínua, incluindo estigmatização social e ameaças de seus acusadores.
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