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Amante que matou pastor é condenada pelo crime

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No Tribunal, mulher que matou pastor diz ter sido seduzida - amante
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A ex-assistente social LaToshia Daniels, de 46 anos, foi condenada por homicídio em segundo grau pela morte de seu amante, o pastor Brodes Perry, da Igreja Cristã Mississippi Boulevard, em Memphis (Tennessee), mas absolvida da acusação de homicídio em primeiro grau. O veredito foi anunciado na sexta-feira (1º), após dias de julgamento no Condado de Shelby.

De acordo com o jornal The Commercial Appeal, Daniels será sentenciada em 17 de dezembro, quando o tribunal decidirá quantos dos 15 a 60 anos de prisão ela deverá cumprir. Além disso, foi considerada culpada de colocar outras pessoas em risco durante o ataque.

O caso remonta a 4 de abril de 2019, quando Daniels invadiu o apartamento dos Perrys em Collierville, Tennessee, e abriu fogo contra o casal. O pastor Brodes Perry, então com 36 anos, foi morto a tiros, e sua esposa, Tabatha Archie, também foi atingida, mas sobreviveu.

Durante o julgamento, Archie testemunhou que não tinha conhecimento do relacionamento extraconjugal entre o marido e Daniels, a quem conheceu dois anos antes, quando o casal frequentava a Igreja Batista de Saint Mark, em Little Rock (Arkansas). À época, Perry atuava como pastor de assimilação e mantinha contato com Daniels em um contexto de aconselhamento pastoral.

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Em sua defesa, LaToshia Daniels declarou ao júri que não tinha intenção de matar o pastor. “Eu amava Brodes. Eu jamais o machucaria intencionalmente”, afirmou na quinta-feira (30), em depoimento reproduzido pela emissora WATN-TV. A ré alegou que foi seduzida durante uma sessão de aconselhamento, enquanto enfrentava um divórcio difícil, e que agiu em desespero.

A promotoria, por sua vez, sustentou que houve premeditação, apresentando provas de que Daniels havia comprado a arma usada no crime poucas horas antes do ataque. Segundo os promotores, o gesto demonstrava intenção deliberada. A acusada, porém, afirmou ter adquirido a arma para tirar a própria vida, e não para cometer homicídio.

A promotora Irris Williams, em suas alegações finais, relembrou a fala de Daniels durante o ataque, quando ela teria dito: “Você partiu meu coração”. “Ela disse isso e atirou nele, depois na esposa, ainda na porta da casa. Se um coração partido fosse desculpa para assassinato, eu não teria emprego”, afirmou Williams ao júri.

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A advogada de defesa, Lauren Fuchs, argumentou que Daniels foi igualmente uma vítima de manipulação. “Ele [Brodes Perry] levava uma vida dupla, traindo várias mulheres. Era um pastor e, ainda assim, mentia para todas elas”, disse. “Latoshia lhe dava tudo o que ele queria, e Tabatha era sua esposa. Ele se aproveitava das duas”, completou, de acordo com o informado pelo portal The Christian Post.

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