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Filme ‘Nuremberg’ mostra o antissemitismo na prática

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O lançamento do suspense psicológico Nuremberg reacendeu debates sobre a memória do pós-guerra e os julgamentos que expuseram crimes do regime nazista. O filme traz Russell Crowe no papel do líder nazista Hermann Göring e dramatiza os julgamentos de Nuremberg, realizados após a Segunda Guerra Mundial, quando vieram a público as atrocidades cometidas contra judeus e outros grupos perseguidos pelo nazismo.

Em Israel, a produção repercutiu em meio ao noticiário internacional sobre casos de antissemitismo. Entre os espectadores, Itto Newman afirmou: “Acho que todos precisam ver este filme”. Em seguida, acrescentou: “É a prova viva de que tudo pode acontecer de novo”.

O jornalista brasileiro Rodrigo Constantino também comentou o filme e fez uma associação com o cenário político no Brasil. “Assisti ontem Nuremberg. Bom filme! Importante resgatar o que aconteceu ali. E confesso que imaginei Alexandre e seus cúmplices enfrentando um julgamento daqueles. Sonhar não custa…”, publicou no X.

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Para parte do público, a obra funciona como representação visual impactante do genocídio. Newman disse que, embora o ensino sobre o Holocausto seja frequente nas escolas israelenses, o filme trouxe uma perspectiva que o surpreendeu. “Já tínhamos ido à Polônia durante o ensino médio em Israel”, declarou. “Mas acho que foi a primeira vez que vi uma reação genuinamente alemã a isso. Foi muito surpreendente”.

Outra espectadora, Judith Heisler, citou a dimensão da tragédia e expressou expectativa sobre o alcance do filme. “A ‘Solução Final’ — seis milhões de pessoas foram mortas em seis anos”, disse. “Espero que este filme faça sucesso pelo bem do mundo, pela humanidade, pelo bem dos judeus”.

O enredo apresenta Göring como um dos principais nomes ligados à chamada “Solução Final”, termo usado para se referir ao projeto de extermínio sistemático da população judaica na Europa ocupada. O Dr. Charles Asher Small, fundador do Instituto para o Estudo do Antissemitismo Global e Políticas Públicas, afirmou que o filme evidencia o impacto do nazismo sobre a própria vida social e institucional. “Não apenas seis milhões de judeus foram assassinados”, declarou Small. “Mas a civilização foi aniquilada”.

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Small também destacou a importância da educação sobre o Holocausto e mencionou o papel dos julgamentos de Nuremberg na construção de referências jurídicas posteriores. “As Leis de Nuremberg deram lugar às leis internacionais de direitos humanos e à criação das Nações Unidas”, afirmou. Ele acrescentou que a criação da ONU tinha como objetivo enfrentar ideologias radicais e antidemocráticas e promover direitos humanos.

O tema também é associado, no texto, ao trabalho de preservação de memória feito pelo Yad Vashem, memorial do Holocausto em Israel, citado como referência diante do ressurgimento do antissemitismo em diferentes países. Malky Weisburg, guia do memorial, afirmou: “Yad Vashem possui o maior arquivo sobre o Holocausto do mundo”. Ela também mencionou que é familiar de sobreviventes do Holocausto.

Ao descrever a visita ao memorial, Weisburg afirmou que o objetivo do regime nazista era a aniquilação. “Nenhum judeu sobreviverá em lugar nenhum do mundo”, disse. “Isso nos dá uma definição muito clara de genocídio”. Ela também apontou que a instituição documenta como o processo começou com preconceito, desinformação e linguagem desumanizadora. “Mostra como Hitler e seus colaboradores foram capazes de pegar palavras e transformá-las em assassinato”, declarou.

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Com a nova produção chegando ao público e o debate sobre antissemitismo em evidência, Weisburg defendeu que a resposta passa por informação e ensino: “Precisamos educar. Precisamos disseminar a informação”, afirmou. “E sim, precisamos combater o antissemitismo. Continuo esperançoso”. A previsão é que o filme Nuremberg seja lançado nos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro de 2026.

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