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Fora da cadeia, pastor pede perdão à vítima de seu abuso
O pastor Robert Morris, fundador da Igreja Gateway, pediu perdão publicamente após deixar a Cadeia do Condado de Osage, em Oklahoma, na terça-feira, depois de cumprir pena de seis meses por abuso sexual cometido contra Cindy Clemishire na década de 1980, quando ela tinha 12 anos.
A declaração foi divulgada por meio de seu advogado, William B. Mateja, ao The Christian Post. Morris afirmou que o período na prisão o levou a reconhecer com mais clareza a gravidade de suas ações.
“Quero falar diretamente com Cindy Clemishire e sua família. O que fiz […] foi errado. Não há desculpa”, declarou. Ele acrescentou: “Peço novamente, publicamente e sinceramente, o perdão de Cindy e de toda a sua família”.
Em resposta, Clemishire afirmou que já havia concedido perdão anteriormente. “Perdoei Robert Morris há muitos anos […] mas o perdão não apaga a verdade do que aconteceu”, declarou.
Ela também questionou o momento do pedido público. “É desanimador que essas palavras não tenham sido ditas diretamente a mim […] no tribunal”, afirmou. Clemishire reiterou que o ocorrido foi um crime. “O que aconteceu comigo […] não foi um relacionamento — foi um crime”, declarou.
Morris foi indiciado em março de 2025 por cinco acusações relacionadas a atos indecentes contra menor. Segundo o caso, os abusos começaram em 25 de dezembro de 1982 e se estenderam por cerca de quatro anos e meio. Ele se declarou culpado em outubro de 2025.
Além da pena de prisão, foi condenado ao pagamento de US$ 270 mil em restituição. O pastor também enfrenta processo por difamação movido por Clemishire e seu pai, Jerry Lee Clemishire, que pedem mais de US$ 1 milhão em indenização.
Na ação, os autores alegam que Morris e líderes da igreja apresentaram publicamente o caso como um relacionamento consensual, o que teria distorcido os fatos após a denúncia ganhar repercussão em 2024.
O processo segue em tramitação após decisões judiciais envolvendo pedidos de arquivamento. A juíza Emily Tobolowsky rejeitou a tentativa da igreja de encerrar a ação com base na doutrina de abstenção eclesiástica.
Clemishire afirmou que o caso envolve reconhecimento da verdade e responsabilização. “Minha jornada de cura é contínua […] trata-se da verdade sendo reconhecida”, declarou.
Ela também agradeceu às autoridades que conduziram o caso, incluindo o procurador-geral de Oklahoma, Gentner Drummond, e membros da equipe de investigação.
Na mesma declaração, Morris também pediu desculpas à comunidade cristã. “Lamento a dor […] que recaíram sobre tantos fiéis por causa das minhas ações”, afirmou.
Ele declarou que o período na prisão representou um momento de reflexão: “Foi um momento de verdadeiro acerto de contas perante a lei”, disse Morris, que afirmou ainda que pretende seguir uma vida reservada. “Pretendo viver de forma tranquila e íntegra”, declarou, acrescentando que continuará guiando sua vida pelas Escrituras, segundo infromado pelo The Christian Post.
O ex-pastor também agradeceu à equipe da unidade prisional e à sua família, incluindo sua esposa, Debbie, pelo apoio durante o período.
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