cultura
Atriz LGBT vive Jesus em musical e provoca reação: ‘Blasfêmia intencional’
This is demonic.
pic.twitter.com/d4mFqK6n5z— Kevin Sorbo (@ksorbs) August 3, 2025
A encenação de Cynthia Erivo no papel de Jesus Cristo no musical Jesus Christ Superstar, apresentada nos dias 1º e 2 de agosto no Hollywood Bowl, em Los Angeles, provocou reações contundentes por parte de líderes e fiéis cristãos nos Estados Unidos. A atriz, conhecida por sua atuação em Wicked e por se identificar como bissexual, foi alvo de críticas principalmente por sua performance ser considerada ofensiva aos princípios da fé cristã.
O espetáculo, concebido por Andrew Lloyd Webber e Tim Rice em 1971, já acumulava controvérsias desde sua estreia na Broadway. Com uma proposta de ópera rock, a produção apresenta uma narrativa que difere das Escrituras, retratando Jesus como um personagem emocionalmente instável, destacando Judas como figura central da trama e sugerindo um envolvimento romântico de Maria Madalena com Cristo — elementos ausentes nos relatos bíblicos.
Nesta montagem, Cynthia Erivo apareceu no palco com uma coroa de espinhos e uma viga representando a cruz, em um momento interpretado por críticos como simbolicamente carregado de expressões ligadas à possessão demoníaca. O elenco também incluiu o cantor Adam Lambert, abertamente homossexual, no papel de Judas Iscariotes.
Nas redes sociais, figuras do meio cristão expressaram seu repúdio. O ator Kevin Sorbo, conhecido pelo filme Deus Não Está Morto, afirmou: “Isso é demoníaco”, em publicação na plataforma X. A líder pró-vida Kristan Hawkins também condenou a performance: “Se você se veste como um demônio, age como um demônio e zomba de Deus como um demônio, não fique chocado quando as pessoas chamarem do que é. Isso é uma blasfêmia intencional de Hollywood”, escreveu.
O apresentador de rádio Christopher Calvin Reid, do programa The Daily Controversy, comentou que a produção representa um ataque direto à doutrina cristã. Em citação da Escritura, ele destacou João 1:14: “O Verbo se fez carne”, e criticou a escolha de Erivo para o papel central: “Não é apenas antibíblico, é uma profanação deliberada, reduzindo Cristo a um adereço para o marxismo cultural”.
Reid prosseguiu com críticas ao que considera uma tendência ideológica por parte do meio artístico: “Esta é a esquerda cuspindo na cruz, trocando a verdade divina por aplausos. O ativismo liberal de Erivo apenas aprofunda o insulto, sinalizando uma rejeição da divindade de Cristo para postura política. Isso não é arte; é mau”.
Alguns cristãos também apontaram que esse tipo de representação polêmica geralmente não ocorre com outras religiões. “Você nunca verá os comunistas em Hollywood zombando do Islã da mesma forma que zombam dos cristãos”, declarou Bo French, presidente do Partido Republicano no condado de Tarrant, no Texas, de acordo com o The Christian Post.
Cynthia Erivo, embora tenha recebido formação cristã em escola católica, é hoje um ícone da comunidade LGBT e já declarou publicamente sua visão pessoal sobre espiritualidade. Em entrevista à revista Elle, no ano passado, afirmou: “Não deixo que o pensamento estreito de alguns cristãos determine como vivo minha fé”.
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