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Cristão é torturado até a morte pela Polícia no Paquistão

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Cristão é torturado até a morte pela Polícia no Paquistão
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Um caso envolvendo a morte de um cidadão cristão sob custódia policial no Paquistão gerou protestos e levantou questionamentos sobre a atuação das autoridades locais. A família da vítima afirma que houve tortura e nega a versão oficial apresentada pela polícia.

Segundo relatos de familiares, Iftikhar Masih, de 42 anos, foi detido em 26 de março na região de Lahore sob acusação de tentativa de sequestro. Horas depois, a polícia informou que ele teria cometido suicídio dentro da delegacia.

De acordo com o irmão da vítima, Riyasat Masih, um policial entrou em contato com a esposa de Iftikhar informando sobre a prisão. Ao chegar à delegacia, ele afirmou ter sido informado de que o caso poderia ser “resolvido” mediante pagamento. Segundo o relato, foi exigida uma quantia de 200 mil rúpias paquistanesas em troca da liberação.

Riyasat afirmou que, ao retornar após tentar reunir o valor, foi informado da morte do irmão. Ele contestou a versão de suicídio e declarou ter visto sinais de agressão no corpo. “Havia marcas em várias partes do corpo dele”, disse. A família também afirma que não houve registro formal da ocorrência nem identificação de uma suposta vítima de sequestro.

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O caso provocou mobilização da comunidade local. Mais de 300 pessoas participaram de protestos em frente à delegacia, bloqueando o acesso ao local por horas. Após a pressão, a polícia registrou um boletim de ocorrência contra um agente identificado como Mohsin Shah e um suspeito não identificado. O agente foi posteriormente detido.

Iftikhar trabalhava como jardineiro na Universidade de Lahore e era descrito por familiares como alguém com boa reputação na comunidade. O funeral, realizado em 27 de março, reuniu centenas de pessoas.

O episódio ocorre em meio a preocupações mais amplas sobre mortes sob custódia policial na província de Punjab. A Comissão de Direitos Humanos do Paquistão informou que, apenas nos primeiros oito meses de 2025, ao menos 924 pessoas morreram em ações envolvendo forças de segurança na região.

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Segundo a entidade, há indícios de padrões recorrentes nesses casos, com denúncias frequentes de detenções seguidas de mortes classificadas posteriormente como confrontos ou incidentes isolados.

Organizações internacionais também destacam a vulnerabilidade de minorias religiosas no país. A Portas Abertas posiciona o Paquistão entre os países com maior nível de perseguição a cristãos, citando fatores como discriminação, violência e fragilidade na aplicação da lei.

Até o momento, a família de Iftikhar Masih afirma não ter recebido o laudo da autópsia e cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.

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